Por Joseph Vicktor*
Antes de tudo você há de considerar o seguinte: Você quer ou não dar uma salsichada num espécime não identificado ao término da festa? Com a lata vazia você obviamente responderá negativamente a esse questionamento. Mas, definitivamente, a sua opinião é volátil, assim como o álcool na sua corrente sanguínea. Outra questão a ser considerada é a quantidade de foras que você logrará, tentando conhecer as gostosas ‘por dentro’, enquanto as horas adentram a fria, implacável e solitária madrugada. Portanto resigne-se com o seu destino e tente pelo menos depurar suas sofríveis opções. A carraspana embotará sua vista tornando quase impossível definir se o seu alvo é realmente uma fêmea ou um colchão de mudança dobrado ao meio, desta feita as dicas que seguem poderão – ou não, tudo dependerá de há quanto tempo você não amassa o bombril – salvar seu fim de noite.
1 – O Efeito Double Vision. Fuck! Se você está no estágio de mirar tudo dobrado, a probabilidade de você se agarrar com algum material de qualidade só será real e imediata se você estiver numa festa no Leste Europeu, por isso olhos abertos sobre aquela ou aquilo que você está tentando levar pra sua cama: tente avaliar visualmente (créditos ao Kelton) a mulher-alvo, e o seu clone. Se a circunferência das duas ultrapassar a de uma baleia azul prenhe, rapaz você está numa encrenca!

2 – O Teste da Mão na Cintura. A dica da baleia logrou êxito e você já vai pra cima salivando? Não nos precipitemos, agora é a hora de tentar enlaçar a pequena em seus braços, e ver se há a capacidade de conseguirmos unir as mãos no outro hemisfério da dita cuja. Se a resposta for positiva, respire aliviado e avance para a próxima dica. No entanto, se suas mãos continuarem equidistantes uma da outra, procure a saída de emergência mais acessível no momento, sem cometer a impostura de “tacar o pé na carreira”. Simule habilmente essa situação: ponha sua mão no bolso e diga: – Caralho, cadê a minha carteira? Grite: – Pega ladrão! E pé na estrada. (Além de se livrar do canhão você ainda pode estar se livrando de pagar a conta!).
3 – Análise Capilar e Aquela “Cafungada”. Deus existe! Ela não tinha a cintura do Schwarzenegger e suas mãos conseguiram lhe abarcar a cintura. No entanto, antes de partir pro abraço, passe suas mãos pela peruca da garota. Você não tem condições – e seria muita viadagem se tivesse! – de aferir nesse instante se os cabelos dela são realmente bem cuidados, todavia tente identificar, pelo tato, se ao menos são macios. Como diria Arnaldo César Coelho: A regra é clara! Nem toda gata nasce com as madeixas ideais, mas toda baranga terá um cabelo escroto até no inferno! Passemos para o próximo estágio: a boa e sempre eficiente fungada no cangote. Se recender a Boticário, Avon ou Chanel, bom sinal, já se algo não “cheirar bem”, analise os fatores e não rotule a incauta de fedorenta, pondere as condições do ambiente: está muito quente? Então perdoe, pois, provavelmente você está na mesma situação!
4 – O Momento Crucial. A cabeleira da moça passou no teste. Se você chegou até aqui, está a um passo de encerrar a noite de maneira satisfatória, no entanto, last but not the least: o buço! Sim, o bigodón. Antes de exercitar sua língua como se não houvesse amanhã, vai aqui uma dica de algibeira: no momento do ósculo, abra a boca bem mais que ela, utilizando seu lábio superior para averiguar a região entre o lábio superior dela e o nariz, justamente a moustache zone. Se houver uma protuberância capilar acima do tolerável é porquê a mina tem uma bigodeira, ou seja, é baranga ou – meus pêsames e que o sangue de Jesus te proteja – ela pode ser ele!
5 – Considerações Finais. Dependendo do líquido sagrado que você ingeriu e da quantidade que você escolheu para afogar suas frustrações, nenhuma dessas dicas lhe serão úteis no final da festa. Se não lembrar-se de nada do que foi supracitado, garanta-se com o teste da apalpada. No primeiro contato meta logo a mão na região da Tchetchênia, não encontrando nada fálico, atire-se no braço da borracheira e seja o que Deus quiser, só não esqueça de emborrachar o ‘Zezinho’, pois ele não pode pagar o pato por suas escolhas tacanhas!
Joseph Viktor é formado em Direito e trabalhou durante décadas a serviço da KGB. Hoje é um dos principais nomes do escritório de advocacia do renomado juiz Nicolau Trancoso. Só foi pegar uma baranga com mais de 50 anos, quando saiu da Rússia para passar férias no Piauí.
Junho 18, 2009 às 6:47 pm |
Há controvérsias meu caro!
Julho 19, 2009 às 12:11 am |
que putaria é essa aqui?